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Obra única no gênero, produzida com patrocínio da Vale, através da Lei
Federal de Incentivo à Cultura, o livro Minerais e Pedras Preciosas do
Brasil, apresenta um vasto panorama histórico e iconográfico da produção
nacional de minerais e pedras preciosas, com capítulos dedicados à arte
lítica dos índios do Brasil, aos primórdios da mineralogia no País,
registrados por viajantes, naturalistas e mineralogistas europeus, assim
como aos gabinetes de curiosidades, museus mineralógicos, coleções
privadas e coleções da Corte e da Família Imperial, com destaque para o
Museu Nacional, o Museu de Ciências da Terra, o Museu de Ciência e
Técnica da Escola de Minas de Ouro Preto e o Museu de Geociências da
Universidade de São Paulo. Ainda no aspecto histórico, a obra aborda a
descrição de novos minerais no Brasil, e os ciclos do ouro e do
diamante, com imagens de grande interesse, produzidas por diversos
viajantes, até as espetaculares cenas vistas durante a febre do ouro em
Serra Pelada, em décadas recentes, apresentando, por primeira vez num
livro, as maiores pepitas de ouro do mundo, pertencentes ao acervo do
Museu de Valores do Banco Central, em Brasília.
O livro retrata algumas nas mais belas, notáveis e valiosas amostras
brasileiras de esmeralda, água-marinha, heliodoro, morganita, turmalina,
granada, topázio, euclásio, ametista e diamante, muitas vezes únicas no
mundo, e que tornam o Brasil um dos maiores produtores mundiais de
gemas.
De acordo com Luiz Alberto Dias Menezes Filho, em seu prefácio
para a obra: “Este livro descreve os minerais brasileiros, obras-primas
da Natureza, que dotou o nosso subsolo de uma riqueza de variedade e
qualidade incomparáveis. Os autores optaram por dar ênfase à história da
mineralogia no Brasil, intimamente entrelaçada com a história da
mineração brasileira, que tem se caracterizado por uma sucessão de
superlativos: maior produtor mundial de ouro e de diamantes entre meados
do século XVIII e meados do século XIX. Na atualidade, o maior produtor
mundial de minério de ferro, estanho e nióbio, e importante produtor de
manganês, alumínio, silício, tântalo, terras-raras, grafita, magnesita e
inúmeros outros minérios. No campo dos minerais de coleção e
gemológicos, o Brasil é o maior produtor mundial de turmalina (de todas
as cores), de quartzo (incolor, rutilado, ametista e ágata), de berilos
(água-marinha, morganita e heliodoro, e segundo maior produtor mundial
de esmeralda), de topázio (imperial, azul e incolor), alexandrita,
euclásio, fenaquita e muitos outros.” Menezes, ainda acrescenta: “Em
nome dos colecionadores de minerais brasileiros, que contribuíram com a
maior parte das fotos, gostaria de agradecer à Vale pela inédita e
notável iniciativa de patrocinar a edição deste livro, que deve
contribuir para retratar a riquíssima história da mineração brasileira,
com ênfase nas pequenas minerações de pegmatitos, fábricas de sonhos e
de ilusões, que não só provêm condições de subsistência e de progresso a
algumas das regiões mais pobres do Brasil, como permitiram o resgate
desses espetaculares minerais, gerando importantes divisas para a Nação,
bem como valiosíssimo conhecimento científico.”
Segundo Carlos Cornejo,
um dos autores: “Este livro, como um cristal, formou-se aos poucos,
incorporando, página a página, extraordinários tesouros minerais. Para
dar origem a este museu de papel, percorremos minas e garimpos,
visitamos museus e bibliotecas, e tivemos contato com colecionadores,
mineralogistas e mineradores.
O Brasil é um dos maiores produtores de minerais de importância
econômica, pedras preciosas e espécimens mineralógicos de coleção do
mundo, de onde a relevância de uma obra que descreva a surpreendente
riqueza do reino mineral no País. Quisemos dar destaque à arte lítica e
à utilização dos minerais pelos povos indígenas, à história das grandes
descobertas de metais nobres e minerais-gema, e às excelentes amostras,
por vezes únicas, existentes em museus e coleções particulares. Tudo
ilustrado com aprimorada técnica fotográfica, justificando a edição de
um livro que reúne imagens das maravilhas que já foram encontradas no
subsolo brasileiro, reproduzindo fielmente sua cristalização, hábitos,
cor e brilho, além de enfocar aspectos da sua extração, com abundante
iconografia retratando a paisagem e o povo dos sertões do Brasil: os
garimpos de ouro da Amazônia, as regiões diamantíferas e produtoras de
pedras preciosas do Nordeste e do Sudeste, e as lavras de ágata e
ametista dos planaltos gaúchos. A obra aborda aspectos ligados à
produção de minerais e remonta aos tempos coloniais, seleciona relatos
de viajantes e naturalistas, e reproduz gravuras realizadas por notáveis
ilustradores, fazendo parte dessa documentação importantes imagens
históricas.
Ressalte-se que o livro trata dos minerais também como objetos de
interesse cultural, incutindo no leitor a percepção das pedras preciosas
e minerais como produtos estéticos naturais, a serem resguardados para
que futuras gerações possam contemplar este insubstituível legado da
Natureza.”
Andrea Bartorelli, o outro ator acrescenta: “Ao iniciar o
projeto editorial deste livro, surpreendeu-nos o entusiasmado apoio dos
amigos, colecionadores, estudiosos, técnicos, mineradores, garimpeiros,
donos de lavras e museus, que incessantemente afluíram com amostras,
fotografias, documentos, textos, sugestões e correções. Puseram à
disposição suas coleções, acervos, vitrines e cofres, que puderam ser
fotografados e documentados com toda a dedicação que demandavam. Suas
contribuições foram tantas que o livro foi se avolumando de maneira
inesperada. Os minerais são reproduzidos nas fotografias como foram
encontrados na Natureza, não tendo sofrido qualquer processo de
facetamento ou polimento, à exceção das ágatas e de algumas pedras
lapidadas. É abordado o histórico da mineração no Brasil e seus
personagens, desde os ciclos do ouro, da esmeralda e do diamante, até as
descobertas minerais modernas, como a do ferro da Serra dos Carajás.
Entre os principais brasileiros dedicados à mineralogia brasileira
destaca-se a figura de José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da
Independência, o maior mineralogista e colecionador do Brasil de sua
época. Membros da Família Imperial também se dedicavam a coleções de
minerais, como a Imperatriz Leopoldina, o Imperador Dom Pedro II e o
príncipe Dom Pedro Augusto de Saxe-Coburgo-Gotha e Bragança.
Esperamos com esta publicação ajudar a incentivar a admiração e a
preservação de amostras das diversas espécies minerais, uma riqueza
única e rara, comparável à das mais valiosas obras de arte.”
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